A DIETA DA CIÊNCIA

Por Marcia Kedouk
Fonte: Superinteressante Ed. 311
Começou com um docinho depois do almoço. Depois, era batata frita a semana toda. Água, nem pensar - só refrigerante. Até que arroz com feijão virou uma combinação insuportável. Para fazer efeito, só se fosse cheeseburguer. Essa é a história de um cérebro viciado e prostituído: ele sabe que salada é mais digna para a saúde, mas gosta mesmo é de gordura e açúcar e se vende ao primeiro que aparecer com isso. Em troca, libera dopamina, a substância inebriante do prazer. Nunca foi tão claro para a ciência que a comida de hoje tem o mesmo poder viciante da cocaína e da heroína. "A sensação agradável provocada pela comida estimula o centro de recompensa do cérebro, em um processo parecido com o do vício e da excitação sexual", diz o neurologista e neurocirurgião Jorge Pagura. "Hoje, o centro de recompensa é alvo de experiências para o controle do apetite." Agora vamos entender isso melhor. E, mais importante, mostrar também como novas descobertas da ciência podem revolucionar sua dieta. Bom apetite!

Sexo, dogs e hot roll
Você vive em 2012. Mas seu cérebro empacou em lá por 200 mil a.C. Foi quando surgiram os primeiros humanos anatomicamente iguais a você e eu, em algum lugar perto de onde hoje fica a Etiópia.

A vida era complicada por lá. Não era todo dia que dava para caçar um bisão ou uma gazela. E, nos dias em que não dava, o jeito era apertar o cinto. Por causa disso, o corpo desenvolveu um método interessante de sobrevivência: nos transformou em camelos alimentares. Passou a estocar comida em "corcovas" de gordura, que carregamos principalmente na barriga e nos quadris. Quando aparecia uma gazela, comíamos mais do que precisávamos. O excesso ficava acumulado. E nos tempos de gazelas magras o corpo se alimentava dessa gordura. Era o jeito.

Para fazer com que comêssemos mais do que o necessário a cada caça, o cérebro criou um mecanismo engenhoso: nos recompensar com doses cavalares de prazer cada vez que comíamos algo que fosse fácil de ser absorvido pelo corpo para virar estoque de gordura. No caso, a própria gordura animal da carne de caça. E aí que entra o centro de recompensa do cérebro: comeu carne gordurosa, altamente calórica, ganhou uma dose de dopamina.

E nosso cérebro não mudou de lá para cá - por isso mesmo, os churrascos continuam tão populares. Mas o mundo é outro, claro. "Hoje, nós podemos ter comidas altamente palatáveis e calóricas em qualquer lugar, a qualquer hora. E isso fica evidente na nossa cintura", diz o bioquímico e neurobiólogo Stephan J. Guyenet, pesquisador da Universidade de Washington.

Esse mecanismo de estocagem de gordura recompensada por dopamina não começou no homem. Na verdade, herdamos dos nossos ancestrais. Qualquer mamífero tem o mesmo mecanismo (se não tivesse, não existiriam tantos Garfields na vida real). E esse nosso traço em comum com os nossos primos de outras espécies ajuda a desvendar um pouco mais sobre como funciona a nossa relação com comida.

É o caso de um estudo do Scripps Research Institute, nos EUA. Eles alimentaram um grupo de ratos com ração comum e outro com bacon, salsicha, comida congelada, doces e outras maravilhas da dieta moderna. Depois de 40 dias, os que receberam ração se mantiveram magros, e os outros, como era de se esperar, ficaram obesos. Mas apareceu uma novidade aí: o cérebro dos ratos que só comiam porcarias já não era mais o mesmo ao fim do experimento. Eles desenvolveram resistência à dopamina e, portanto, ao prazer causado pela comida. Então passaram a devorar essas guloseimas que dominam a nossa mesa compulsivamente, para obterem a mesma carga de prazer que conseguiam no início da dieta. Mesmo quando os cientistas começaram a dar choque em qualquer um dos ratos que se aproximava da refeição hipercalórica, eles continuavam caindo de boca, porque nada mais no mundo importava para eles, nem a dor, nem a Minnie - sim: eles pararam também de fazer sexo, só queriam saber de comer. Viviam pela próxima dose de dopamina. É exatamente o que acontece com usuários de crack.

A semelhança dos alimentos-porcaria com as drogas não para por aí. Outros estudos mostram, por exemplo, que a gordura estimula a produção de endocanabinoides, substâncias parecidas com as encontradas na maconha. O chocolate libera outro componente, a feniletilamina, similar ao das anfetaminas. E só de olhar você já pode estar exposto aos efeitos das "drogas alimentares", concluíram os cientistas do Brookhaven National Laboratory, nos EUA. Eles compararam imagens do cérebro de quem tem compulsão por comida e de quem é obeso, mas não tem um vício propriamente dito em alimentos. Quando sentiam o cheiro de seu prato favorito, os compulsivos tinham uma grande descarga de dopamina no cérebro, o que não foi observado no outro grupo. O médico Gene-Jack Wang, que conduziu o trabalho, já tinha identificado em outro estudo que dependentes químicos apresentam resposta cerebral semelhante quando veem imagens de alguém consumindo drogas. Isso sugere que algumas pessoas têm uma reação exagerada no cérebro quando expostas a coisas agradáveis, portanto são levadas ao vício. Estaria aqui a pista que explica por que alguns ficam satisfeitos com uma bola de sorvete e outros precisam do pote inteiro.

Batata frita, pão, macarrão, bolo, bolacha, chocolate, refrigerante. Todos eles fazem parte da facção do pó branco: são feitos de farinha, açúcar e sal, as cocaínas da cozinha. Assim como uma droga pesada, elas passam por um processo de refinamento atroz, em que saem as fibras, os minerais, as proteínas e outros nutrientes e fica só o que interessa para o cérebro: a energia pura de rápida absorção.

E os perigos também são dignos daqueles que as drogas oferecem: dentro do seu corpo, o sal, amplamente usado para realçar o sabor dos produtos, inclusive nos doces e nos refrigerantes, aumenta a pressão arterial, já que o sódio atrai as moléculas de água para si e faz crescer o volume de sangue nas artérias. Pressão alta significa maior risco de ter um derrame ou ataque cardíaco.

Já a farinha e o açúcar vão direto para o sangue. Para dar conta, o pâncreas dispara a produção de insulina, o hormônio que transforma carboidrato em glicose e depois estoca essa energia em forma de gordura nas células. O cérebro agradece liberando dopamina e o resultado é uma sensação de prazer que acaba em minutos (ou segundos). E aí você quer sentir essa emoção de novo - e tome mais carboidrato refinado, que inunda o corpo com insulina, que manda o excesso de gordura para dentro da célula.

Chega uma hora em que os órgãos desenvolvem resistência à insulina e o pâncreas precisa produzir cada vez mais para conseguir o mesmo efeito. Até que uma hora ele pode pedir arrego e zerar a produção de insulina, causando diabetes.

O excesso de açúcar também pode detonar o fígado. Bom, não exatamente de açúcar, mas da coisa mais utilizada como substituta da glicose nos alimentos de supermercado: a frutose. Ela é quase exclusivamente metabolizada no órgão, onde vira uma gordura chamada triglicérides. "Frutose em excesso sobrecarrega o fígado", diz o cientista de alimentos Edson Credídio. E é fácil exagerar na frutose. Essa substância é o açúcar natural das frutas. Mas a principal fonte dela na nossa alimentação não são maçãs e melancias, mas refrigerantes, pães, molhos e outras comidas processadas. Não é por acaso. Na década de 1970, a indústria alimentícia começou a produzir um xarope de milho com alto poder adoçante e baixo custo de produção, que, por isso mesmo, dominou as prateleiras, inclusive a seção "saudável", em que estão cereais e iogurtes. É o HFCS (high-fructose corn syrup), também descrito nas embalagens como xarope de açúcar ou xarope de glicose. Ele leva aproximadamente 55% de frutose e 45% de glicose. E por que essa mistura está em quase tudo? Porque ela deixa tudo mais gostoso. Ou seja: faz o cérebro produzir mais dopamina. E você gastar mais dinheiro para sentir o prazer dessa dopamina mais e mais vezes.

A saída, então, seria apelar para os adoçantes artificiais, certo? Não exatamente. Pesquisadores da Universidade do Texas acompanharam 474 adultos por dez anos e perceberam que aqueles que tomavam refrigerante diet frequentemente tiveram aumento de 70% da circunferência abdominal em comparação com quem não bebeu refrigerante. Entre os que bebiam duas ou mais vezes ao dia, o crescimento da pança foi 500% maior. A hipótese é que doces disfarçados podem enganar seu paladar, mas não o cérebro, que manda o corpo se preparar do mesmo jeito para digeri-los, aumentando a salivação e a produção de insulina. Como a promessa não se cumpre e no lugar de um alimento calórico vem um magrinho, a necessidade energética não é suprida - e nada de dopamina. Esse quadro pode levar à vontade de compensar com algo mais engordativo, como um brigadeiro, na tentativa de chegar à sensação de prazer. E se você não compensar... Com menos energia do que a prometida, o corpo desacelera e economiza gordura. Um beco sem saída, como mostrou uma pesquisa da Universidade de Purdue, nos EUA. Por duas semanas, um grupo de ratos foi alimentado com iogurte açucarado, e outro recebeu iogurte com adoçante. Depois, ambos foram liberados para atacar um pudim de chocolate. Quando voltaram aos iogurtes, eles tiveram comportamentos diferentes: a turma do adoçante se acabou no diet do mesmo jeito como fazia antes. Mas os ratos do açúcar comeram menos na refeição seguinte ao pudim. Conclusão: viraram glutões menos compulsivos que a turma do iogurte diet.

Outro estudo americano, da Universidade de Minnesota, analisou a saúde de 16 mil pessoas por nove anos. Em comparação com quem não bebeu refrigerante, os que tinham o hábito de ingerir uma lata da bebida diet por dia apresentaram 34% mais risco de desenvolver a chamada síndrome metabólica, que é quando você acumula gordura abdominal, fica hipertenso, tem altos índices de colesterol ruim e resistência à insulina. Para dar uma ideia do tamanho da encrenca, saiba que entre as pessoas que comiam fritura regularmente o aumento do risco de síndrome metabólica foi de 25%, já que frituras são altamente calóricas (um grama de gordura tem nove calorias, contra quatro do açúcar). É uma porcentagem alta, mas bem menor se comparada aos 34% da opção, digamos, mais saudável.

O pão integral nosso de cada dia também não é nenhum santo. Muitos, incluindo as linhas light e com grãos, têm a mesma quantidade de calorias dos brancos, são feitos com farinha de trigo comum e uma menor porcentagem de farinha integral. Algumas marcas 100% integrais são mais calóricas até do que pão branco, já que levam açúcar na composição - para ficarem mais saborosas.

Paradoxos alimentares
Mas não desanime. A ciência também está descobrindo que alguns vilões da alimentação latem mais do que mordem. O colesterol e sua fonte na nossa alimentação, a gordura animal, são um exemplo. Por muito tempo se pensou que ele era responsável por todo tipo de crime contra a humanidade. Os maiores estudos feitos sobre isso foram conduzidos pela Escola de Saúde Pública de Harvard e acompanharam mais de 300 mil pessoas durante 23 anos. Os resultados mostraram que, para a maioria, a gordura que a gente come tem pouca influência (de 10 a 25%) na gordura que efetivamente circula pelo corpo. Essa é fruto de todas as calorias que ingerimos - e que o organismo guarda na forma de gordura como reserva. Outras pessoas, como os diabéticos e obesos, sentem bem mais o efeito do colesterol - aí é preciso manter mesmo o consumo no cabresto.

O que está esclarecido é que vítimas de doenças cardiovasculares têm veias e artérias entupidas de gordura e altos níveis de colesterol ruim. Como gordura animal aumenta a quantidade de colesterol ruim, parece óbvio dizer que cortá-la acaba com o problema. Mas os pesquisadores começam a trabalhar com variáveis mais complexas: o excesso de gordura corporal, e não o colesterol isoladamente, é o que multiplicaria as chances de alguém ter uma doença cardiovascular. E todo tipo de comida produz gordura no corpo - os elefantes, que são mais vegetarianos que a Gwyneth Paltrow, não nos deixam mentir.

O chocolate é outro que não pode carregar tanta culpa pelos maus hábitos alimentares. Cientistas da Universidade de Cambridge analisaram a incidência de doenças do coração e derrame em 114 mil pessoas. Quem comia mais de duas barrinhas por semana teve 36% menos risco de ter doenças cardiovasculares e 29% menos chance de sofrer um derrame, se comparado a quem reduzia a menos de duas vezes por semana. Na Universidade da Califórnia, um grupo de pesquisadores foi mais além e observou que chocolate pode até emagrecer. Entre os mil voluntários avaliados, os que consumiam regularmente, ainda que com moderação, eram mais magros do que os outros. Eles acreditam que, apesar das calorias, podem existir componentes nessa iguaria que favoreçam a queima de gordura. Mas as causas ainda não estão esclarecidas, e os estudos continuam.

Medida certa
Vamos ser sinceros aqui. A gente sabe que quase todo mundo prefere comer lasanha em vez de arroz cateto com amoras silvestres, mesmo se levar um choque cada vez que optar pelo prato gordo. Então, se é para comer coisas gostosas e dopaminérgicas, que seja de um jeito mais saudável. E a ciência tem dicas bacanas para isso. Por exemplo: 300 estudantes americanos participaram de um estudo em que foram separados em dois grupos. Os integrantes de um receberam uma rosquinha de pão inteira. Os do outro, a mesma rosquinha cortada em quatro partes. O pessoal da segunda turma se satisfez com menos. Vinte minutos depois, todos eles foram liberados para comer outro prato, desta vez à vontade. Quem tinha recebido a rosquinha em pedaços ficou satisfeito de novo com menos quantidade, um sinal de que o apetite já estava controlado. Os cientistas acreditam que dividir a comida em pequenas porções pode causar uma ilusão de ótica no cérebro: a quantidade parece maior e, por isso, a sensação de saciedade é maior. Além disso, quando os alimentos estão cortados em porções menores, a tendência é comer mais devagar, dando tempo para o cérebro entender que a quantidade de energia que você colocou para dentro já está adequada.

Outras pesquisas mostram que os nutrientes de certos alimentos podem ajudar a queimar gordura, trazer saciedade e melhorar a saúde. É o caso das substâncias termogênicas, que aumentam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo basal, levando a um maior gasto de energia. A capsaicina, presente na pimenta, faz parte desse time. As gorduras boas, como a dos peixes, conhecidas como ômega 3, além da das castanhas e do azeite de oliva, também têm superpoderes. Pesquisas indicam que quem come castanhas entre as refeições permanece satisfeito por pelo menos 90 minutos a mais do que quem faz lanchinhos com pouca gordura e bastante carboidrato, como pão integral com queijo cottage. Outra pesquisa, da Unifesp, em São Paulo, mostrou que animais com epilepsia alimentados durante 60 dias com ômega 3 nas doses recomendadas para seres humanos - ingestão de peixes ricos nesse componente, como salmão, atum e sardinha, três vezes por semana - apresentaram alguma melhora no cérebro, com a formação de novos neurônios. Brócolis e espinafre também fazem bem para a cabeça. O ácido alfalipoico encontrado neles aumenta o fluxo sanguíneo nos tecidos e melhora a condução dos impulsos nervosos.

Combinações saudáveis
No mundo da alimentação, nem sempre um mais um é igual a dois. Às vezes dá três, quatro. "Os nutrientes interagem entre si, melhorando ou dificultando a absorção pelo organismo", diz o cientista de alimentos Edson Credídio. Quando você come algo rico em carboidrato, como batata frita e pão, fica com fome logo, já que a digestão dos carboidratos é rápida. Mas se você combiná-los com alguma coisa que dê mais trabalho para o corpo, como as proteínas, a digestão fica mais lenta e demora mais para o apetite voltar.

E isso pode ajudar na hora em que a vontade de comer porcarias gostosas bater. Se você misturar batata frita com uma carne magra, como patinho ou maminha, você vai comer menos batata frita. Bom para ambas as partes, pelo menos na medida do possível: você consome a "droga" ao mesmo tempo em que dá uma força para a moderação.

Melhor ainda se você acrescentar fibras ao mix. Elas estão presentes em vegetais como alface, cenoura, espinafre e brócolis. E têm o mesmo efeito diluidor de apetite. O feijão, rico em fibras, faz um par perfeito com o arroz, de fácil digestão. Funciona tão bem que um certo país da América do Sul adotou o arroz com feijão como seu prato nacional - tudo intuitivamente, bem antes de a ciência dos alimentos existir. Não fica nisso. Uma pesquisa da Unicamp comprovou que, juntos, arroz e feijão aumentam a concentração de flúor na saliva, prevenindo cáries.

Outro alimento que faz uma boa dupla com o feijão é a rúcula (ou qualquer outro que tenha bastante vitamina C). O ferro do feijão não é assimilado automaticamente pelo organismo. Esse nutriente precisa de um composto que se ligue a ele e o torne mais diluído. E quem assume essa função é o ácido ascórbico - a vitamina C.

Tem o caso do tomate com azeite também. O tomate é rico em licopeno, que tem uma ação importante: retardar o envelhecimento das células. E a gordura do azeite ajuda a reter o licopeno do tomate (cru ou cozido, tanto faz), turbinando a eficiência dele. Molho de tomate também serve, mas os prontos costumam ter a adição de açúcar, sal e amido - mal negócio.

Já os alimentos ricos em proteína animal, como a carne vermelha, tendem a acelerar o envelhecimento das células. Eles liberam uma substância chamada amina heterocíclica, que ao longo dos anos pode danificar o DNA, que fica no núcleo das células. "DNA danificado" é um sinônimo técnico para "envelhecimento" - e para uma propensão maior a doenças como o câncer. É por isso que os bifes não são exatamente do time do bem. Mas, se a carne for fraca, combine a carne com alecrim. Quando aquecido, o alecrim solta ácidos que protegem o DNA, diminuindo os efeitos maléficos da carne.

Pois é. O cérebro humano pode continuar tão tosco quanto o de 200 mil anos atrás, nos recompensando com uma injeção de prazer cada vez que comemos demais. Mas esse mesmo cérebro é o responsável pelos avanços científicos que nos ajudam a lidar melhor com essa compulsão, e a mitigar os efeito nocivos dela. No fim das contas, é uma equação positiva para o nosso corpo.
Atração fatal
Como a mente fica viciada em comida

Amor à primeira vista
Os quiabos que nos perdoem, mas beleza é fundamental. Nossos instintos nos fazem achar que comidas mais calóricas são mais bonitas - por isso mesmo a estrela da nossa capa não é um repolho!

Eu mereço
Comer estimula o centro de recompensa do cérebro, levando à produção de um neurotransmissor ligado ao prazer, a dopamina. A obesidade pode deixar os receptores mais resistentes a ela e fazer com que sejam necessárias doses cada vez maiores de comida para disparar sensações de satisfação e saciedade.

Sem serviço
Se a comunicação entre os hormônios e o cérebro não for boa, começa uma crise. As células de gordura produzem uma substância chamada leptina, e o pâncreas libera outra, a anilina. Elas são uma espécie de dedo-duro que avisa o cérebro como anda o estoque de energia do corpo. Se as reservas estão baixas, você sente fome. Se estão altas, fecha a boca. Estudos mostram que obesos têm falhas na recepção delas no cérebro, o que aumentaria bem o apetite.

O segundo cérebro
Sim, você tem um segundo cérebro lá embaixo. (Não tão lá embaixo). Existem 100 milhões de células nervosas no sistema digestivo, que se comunicam o tempo todo com o cabeça da turma, lá em cima. Quando você come gordura, por exemplo, o cérebro dispara a produção de endocanabinoides, substância parecida com a encontrada na maconha. Resultado: prazer e... fome.

Parece, mas não é

Alimentos que parecem estar entre os mais saudáveis, mas que nem sempre são

Pão integral
A farinha integral é quase tão calórica quanto a branca. O que muda são os nutrientes e a quantidade de fibras da primeira opção, que trazem saciedade e fazem você comer menos. Só que a maioria dos pães que a gente come não é 100% integral, e, sim, pão branco enriquecido com esse tipo de farinha.

Cereais
Eles são uma caixinha de surpresas. Vários têm em sua fórmula o xarope de milho com alto teor de frutose, também chamado açúcar de milho. Ele é composto de 55% de frutose, que dá trabalho extra para o fígado, e 45% de glicose, que pode sobrecarregar o pâncreas. Problemas em dobro.

Sopas
As industrializadas têm bastante sódio e muitas contêm gordura vegetal hidrogenada (a trans), além de maltodextrina, composto de glicose que provoca uma enxurrada de insulina, hormônio que estoca energia nas células na forma de gordura. A melhor pedida para perder peso são os legumes sólidos, cuja digestão consome mais calorias.

Bebidas diet
Estudos mostram que o consumo frequente de refrigerante diet acaba com o programa pança zero: aumenta seis vezes mais a circunferência abdominal em comparação com quem não toma a bebida.

Aditivos superpoderosos

Eles protegem a saúde e, de quebra, ajudam a queimar gordura

Pimenta, gengibre e canela (os Termogênicos)
São os nutrientes calientes, que despertam gritinhos no corpo: aumentam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo basal, levando a um maior gasto de energia. Eles são a capsaicina, das pimentas, o gingerol, do gengibre, e o aldeído cinâmico, da canela. Além da nossa velha conhecida cafeína, do café, e da catequina, do chá verde.

Castanha-do-pará (o Selênio)
Quem acumula gordura costuma sofrer de inflamação nos tecidos. E o selênio, da castanha-do-pará, funciona praticamente como um enviado da ONU em missão de paz, porque ajuda a reverter esses processos inflamatórios. Ele também turbina o sistema imunológico e ajuda a tireoide, glândula que manda e desmanda no metabolismo, a funcionar bem.

Espinafre, brócolis e batata (o Ácido Alfalipoico)
O ácido dessas verduras ajuda a diminuir a concentração de açúcar no sangue. Também dá uma força na regeneração de tecidos danificados, porque aumenta o fluxo sanguíneo nessas regiões e melhora a condução dos impulsos nervosos. Por isso é usado até no tratamento de lesões neurológicas e para mitigar os sintomas do Alzheimer.

Soja, frango, gema de ovos (a Colina)
Ela é fundamental para a formação da membrana celular e do tecido cerebral. Ajuda a derreter a gordura do fígado e a lembrar onde você colocou as chaves, porque preserva a memória.
Combos nutritivos
Juntos, esses alimentos são melhores do que separados

Salmão + salada de alface, agrião, brócolis e nozes
As vitaminas A (agrião), D (salmão), E (brócolis) e K (alface) são lipossolúveis - ou seja, precisam de lipídios (nozes e gordura do salmão) para serem absorvidas.

Carne + alecrim
O ácido rosmarínico captura os radicais livres, e o ácido carnósico é antiinflamatório. Ambos são encontrados no alecrim e, quando aquecidos, reduzem em 70% a formação de aminas heterocíclicas, substâncias tóxicas da carne ligadas ao surgimento de câncer.

Cenoura + laranja
A vitamina C combinada com o ácido fenólico da cenoura baixa os níveis de colesterol.

Feijão + rúcula
O ferro (do feijão) é melhor aproveitado pelo intestino na presença da vitamina C (da rúcula).

Tomate + azeite
O tomate é rico em um antioxidante chamado licopeno. Os lipídios do azeite ajudam o organismo a reter esse nutriente, que ajuda a retardar o envelhecimento das células.

Chá verde + limão
O ácido ascórbico do limão estabiliza a catequina, um antioxidante presente no chá verde. Ou seja: também atrasa o envelhecimento celular.

8 truques para perder peso (sem pisar na academia)

Quando alguém está em busca da perda de peso, as instruções são quase sempre as mesmas: fechar a boca e entar em uma academia. Existem, no entanto, alguns truques improváveis (embora comprovados cientificamente) que ajudam a acelerar o metabolismo e aumentar a queima de calorias. A lista inclui atividades superfáceis de serem adicionadas à rotina diária, como tomar vitaminas e dormir com o ar condicionado ligado, por exemplo. Confira.
Tome vitaminas diariamente
Em um estudo publicado no International Journal of Obesit, pesquisadores concluíram que mulheres que tomam multivitamínicos diariamente perdem peso mais facilmente. “É possível que algumas pessoas comam mais buscando de forma inconsciente certos nutrientes que faltam em seu corpo” explicaLouis J. Aronne, diretor do NewYork-Presbyterian/Weill Cornell. Resumindo: tomar vitaminas não fará você emagrecer, mas pode te ajudar a reduzir a quantidade de comida que você consome ao longo do dia.

Durma com o ar condicionado ligado
Um quarto frio melhora seu sono e seu metabolismo. “Dormir em um quarto mais refrigerado é uma ótima forma de forçar seu corpo a se aquecer e você queima calorias para manter-se quente” explica Aronne.
Apague as luzes
Além de um quarto fresquinho, você deve dormir no escuro. Pesquisadores da Universidade de Ohio descobriram que ratos que dormem totalmente no escuro tem menos propensão a desenvolver obesidade do que ratos que foram expostos a luminosidade (por exemplo, o brilho de uma tela de TV). Laura Fonken, neurocientista que comandou a pesquisa, observou que os ratos que dormiram com alguma exposição à luz comeram muito mais que os ratos que dormiram no escuro.
Invista na pimenta
Quando pesquisadores da Purdue University in West Lafayette,de Indiana, colocaram meia colher de chá de pimenta caiena em uma tigela de sopa, eles notaram que as pessoas comeram cerca de 60 calorias a menos na próxima refeição. Segundo os cientistas, a pimenta caiena parece acelerar o metabolismo quando consumida na comida.
Assista menos TV
De acordo com uma pesquisa Americana, a média de horas que um adulto passa em frente da televisão é de 5 horas por dia. Em um experimento, um grupo de pessoas foi forçado a diminuir pela metade o tempo à frente do aparelho e o resultado foi que os participantes queimaram cerca de 119 calorias a mais do que o que estavam acostumados a queimar por dia.
Sente no lugar certo
Quando foir sair para jantar ou ir ao happy hour com os amigos, opte sempre por um lugar na ponta da mesa pois o centro é ode ficam os pães e outros aperitivos inimigos da dieta que geralmente são consumidos quase que de forma inconsciente. A ideia é da psicóloga Stephen Gullo, autora do livroThe Thin Commandments Diet.
Evite alimentos processados
A nutricionista Joy Bauer notou que alimentos não processados requerem mais energia para serem digeridos e por isso você queima mais calorias quando os consome. Simples trocas como arroz integral ao invés de arroz branco ou uma maçã ao invés de um suco de garrafa já farão uma diferença significativa em seu corpo.

Não se culpe
Se você não resistir à tentação e atacar uma refeição nada saudável, não se culpe. É o que defende Kristin Neff, professor de desenvolvimento humano e cultura da Universidade do Texas. Quem faz dietas muito restritas tendem a cometer excessos como uma resposta ao stress.

7 truques que toda pessoa de dieta deveria saber

Pode surgir o superalimento que for, mas quando o assunto é dieta, alguns preceitos básicos nunca saem de moda e seguem dando resultado. Abaixo, uma lista com sete dicas que toda pessoa de dieta deveria saber.

Coma a fruta e não o suco
Apesar de ser mais conveniente, o processo de fabricação do suco destrói uma série de elementos essenciais ao corpo como antioxidantes e fibras. Isso sem contar a adição de açúcares e adoçantes que prejudicam qualquer dieta.

Coma iogurte diariamente
Não importa se é grego ou tradicional: de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Tennessee, em Knoxville, ao ingerir cerca de 18 gramas de iogurte por dia durante alguns meses, você pode  diminuir até um tamanho no manequim.

Diga não a massas
Apesar de deliciosas, as massas não contém minerais nem vitaminas, só carboidratos. Tente evitar.

Coma mais feijão
Ele pode não ter uma boa reputação entre os adeptos do mundo fitness, mas além de ser uma ótima fonte de proteína e fibra, o feijão demora para ser digerido pelo nosso organismo o que faz com que a sensação de saciedade dure mais tempo .

Opte por chocolate meio amargo
Pesquisas descobriram uma bactéria em nosso sistema digestivo capaz de fermentar os antioxidantes e fibras presentes no cacau.

Vá de sopa
Tente substituir o máximo de refeições possíveis por sopa, principalmente a noite. É uma opção rica em nutrientes e de baixa caloria.

Peixe ao invés de carne
No quesito proteína, peixes são melhores do que carnes pois costumam ter menos calorias, além de de serem ricos em outros nutrientes como o omega-3.

Compra esperta
Se você comprar apenas coisas saudáveis você correrá menos risco de cometer exageros.


Experts dão dicas preciosas para não engordar no inverno

Junto com o frio, o inverno traz não só os casacos quentinhos saídos do  fundo do armário como também aquela fome descomunal que brota dentro até do mais comportado dos mortais. "No inverno o organismo queima mais calorias para manter a temperatura corporal, disparando gatilho de fome para compensar esse maior gasto calórico", explica o endocrinologista Pedro Assed.

Para evitar o ganho de peso na estação, pedimos ao expert e a nutricionista funcional Andrea Santa Rosa Garcia que elaborassem uma lista com dicas para escapar das ciladas típicas das baixas temperaturas e sobreviver com o manequim intacto até a primavera chegar.
Driblando a vontade de doces
"Por conta do gasto calórico para manter homeostase corporal, o cérebro tenta recuperar essas calorias com as formas de alimento que possuem mais açúcares e gorduras, que são os combustíveis primários de que ele e todo o organismo trabalham e necessitam", diz Assed. "Beba mais água, pois, às vezes, confundimos sede com fome. Faça exercício físico para aumentar a massa magra (e com isso a termogênese), e consuma alimentos ricos em fibras, como nozes, folhas e verduras, castanhas do Pará, amêndoas, uva passa e canela. Farinhas de aveia e de maracujá também ajudam a tornar a absorção de carboidratos mais lenta no organismo, colaborando consequentemente também na diminuição do apetite pelo doce".

Fugindo das gorduras
"É importante ter disciplina de horários para comer, evitar beliscar, tirar da dispensa e da geladeira tudo que possa atrapalhar a dieta. Opte por alimentos com fibras e integrais, que saciam com mais eficácia. As versões light e zero gordura de diversos alimentos como sorvete, iogurte e leite desnatado também ajudam", indica o endócrino.

Saciedade à vista
"Invista em alimentos que contenham aminoácidos essenciais como triptofano, presente nos grãos (grão de bico, lentilha, ervilha) e na quinua: ele está envolvido na síntese de serotonina, um neurotransmissor que ajuda na regulação da saciedade", justifica Andrea Santa Rosa Garcia. "Acrescente sementes na salada ou sopa. Elas são fontes de gordura que também ajudam na saciedade. Exemplos: semente de girassol, abóbora, amêndoas, macadâmia – todas devem ser tostadas por 8 minutos no forno para eliminar fatores antinutricionais".

Adoçante natural, por favor
"O uso de adoçantes estimula neuropeptídeos que diminuem a sensação de saciedade e estimulam a compulsão alimentar. Opte por açúcar demerara, o doce natural das frutas, agave ou mel", ensina a nutricionista.

Sobremesa light
"Sobremesas com frutas assadas ou levadas ao microondas são uma boa opção, como a banana recheada com canela e com sucralose em pó. levada ao microondas por 30-45 segundos. Geleia feita a partir de ameixa, feita em casa e da própria fruta refogada e depois colocada em banho-maria, serve como boa opção de baixa caloria para comer como sobremesa", ensina o médico. "Opte por sobremesas leves como frutas assadas com canela, anis, cravo ou chocolates com teor maior que 70% de cacau para garantir os seus benefícios", continua Andrea.

Esquentando...
"As sopas sempre devem ser elaboradas com caldo de legumes natural. Os temperos industrializados são ricos em substâncias químicas que aumentam o grau de inflamação das células, provocam a retenção de líquido e são pré-fatores de câncer. Tenha cuidado com a quantidade de sódio presente nos rótulos desses produtos industrializados e evite sopas prontas vendidas no mercado (o teor de sódio é muito elevado)", alerta a nutricionista funcional.

Hidrate-se
"Apesar de sentirmos menos sede no inverno, a ingestão regular de água é importante para garantir uma hidratação adequada das células, ajudando a eliminar toxinas e restos metabólicos que colaboram para aumentar o grau de inflamação do nosso corpo. A gordura pode ser considerada um tipo de toxina", conta Andrea. "Aposte nos chás diuréticos para ajudar a eliminar os exageros em que às vezes cometemos nessa época do ano. Alguns exemplos: chá de cavalinha, dente de limão, chá verde, carqueja e chá de hibiscos. Adicione limão, hortelã, canela e cravo para ajudar a melhorar o paladar".
Não pule o café da manhã
"Não acorde e vá direto almoçar, pulando o café da manhã. Mesmo que acorde tarde, sempre coma algo e somente depois de 30 minutos almoce", indica o endocrinologista. (VICTORIA MARCHESI)

Quer emagrecer? 10 alimentos que devem entrar na sua dieta já!!!

Quer emagrecer? Descubra 10 alimentos que devem entrar já na sua dieta:

1. ALFACE AMERICANA
Além de conter poquíssimas calorias, é um ótimo alimento para incluir nas refeições mais importantes do dia – por conter uma textura mais crocante que as demais folhas, acrescentar porções da verdura nos pratos faz parecer que você está comendo mais, mas sem a parte do aumento calórico. Outra dica é fazer um belo prato repleto de alface americana, legumes e uma carne magra.

2. TORANJA
Apesar de não ser tão comum nos supermercados, a toranja é uma ótima aliada da dieta: meia porção contém apenas 52 calorias, mas é recheada de nutrientes como vitamina A, C e B6. Uma boa dica é adicionar pedaços de toranja na salada – a mesma salada que você preparou com alface americana, que tal?
3. RABANETE
Além de conter pouquíssimas calorias (cada porção tem cerca de uma caloria) e ser rico em fibras, o rabanete é fácil de guardar no refrigerador e de carregar na bolsa para comer como snack da tarde. Se você prefere comer rabanete acompanhado de outros alimentos, corte-o em fatias e adicione na salada para um sabor apimentado.
4. COUVE-FLOR
Couve-flor é um alimento barato, fácil de encontrar no supermercado e superversátil. Uma porção contém apenas 25 calorias, mas 2,5 gramas de fibra e 2 gramas de proteína. Além de ser uma delícia crua, a couve-flor pode ser cozida, virar creme e adicionar um sabor extra à sua sopa.
5. GRÃO DE BICO
Acrescente grão de bico na sua salada diariamente – o alimento é item essencial nas dietas de emagrecimento. Meia xícara de grão de bico contém cerca de 130 calorias, quase 6 gramas de fibra e 7 gramas de proteína. Outra opção é transformá-lo em húmus light, sem utilizar tahini, e combinar com torradas integrais ou legumes crus.

6. PEPINO
Por mais estranho que pareça ser, o pepino pode substituir o pão, e este truque economiza cerca de 200 calorias ao preparar um sanduíche. Basta descascar o pepino, dividi-lo em duas partes iguais, remover as sementes e criar um 'buraco' arredondado dentro, onde ficará o recheio. Acrescente então uma porção de proteína (como frango desfiado, por exemplo), tomate, pimenta e queijo branco. Voilà!
7. MINGAU DE AVEIA
O bom e velho mingau de aveia – que leva somente leite e aveia em flocos – é uma das receitas mais eficientes para quem busca um café da manhã nutritivo durante a dieta. Rico em fibras e muito saboroso, uma porção do mingau contém cerca de 150 calorias.
8. ROSBIFE
Por se tratar de carne vermelha, deve ser ingerido com cautela – mas pequenas porções de rosbife podem ajudar na perda de peso. 50g  de rosbife contêm cerca de 80 calorias – que tal um sanduíche de rosbife com pepino ou pão integral para o jantar?
9. PIPOCA
A pipoca de panela é uma ótima opção de lanche da tarde – basta não acrescentar manteiga ou açúcar na receita. Uma porção de pipoca contém cerca de 90 calorias, é fácil de preparar e tem gosto de infância!
10. CAMARÃO
Se você quer perder peso de verdade, planeje cada refeição com uma porção magra de proteína – e, se você não aguenta mais comer peito de frango grelhado, o camarão pode ser um ótimo substituto. Uma porção média da delícia contém 17 gramas de proteína e apenas 77 calorias – só não vale ingerir as versões fritas ou empanadas, OK?

5 razões pra você consumir mais chá nesse inverno

Por Isabela Dias

Se no Brasil, o café é uma preferência nacional, em países asiáticos e na Inglaterra é o chá que assume o posto de bebida tradicional. Mas não é só o ritual associado ao seu consumo pela aristocracia ou a atmosfera relaxante do budismo que faz do chá uma atração. Seus benefícios incluem desde o emagrecimento, passando pelo redução dos níveis de colesterol LDL - conhecido como colesterol ruim -, até a participação na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e algumas formas de câncer. “O consumo de chás se torna especialmente atrativo agora no inverno, já que a bebida é preparada a partir de folhas sob infusão na água quente. Essas bebidas podem ser ótimas aliadas no bom funcionamento do corpo, porém, devemos estar atentos às propriedades específicas para cada tipo de chá", explica a endocrinologista Flavia Junqueira, da Clínica Goa Health Club.  

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Ela aponta que o chá verde, por exemplo, tem como principal ativo os polifenois, que auxiliam na diminuição do colesterol ruim, além de ser excelente fonte de antioxidantes. Já o chá preto apresenta características semelhantes, mas possui maior concentração de cafeína, de forma que seu consumo é mais recomendado antes das 18h para não comprometer o sono. Outros ainda podem estimular o apetite como alecrim, agrião e camomila; têm efeito digestivo, como hortelã, porangaba e boldo; e têm propriedades calmantes, como hortelã, melissa e alface.  

Veja cinco motivos para incluir o chá na sua rotina:

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Ajuda na digestão e emagrece

Crédito: Reprodução / Pexels

"Os flavonóides presentes no chá possuem a capacidade de atuar sobre o sistema nervoso simpático, que regula a queima de gorduras. A bebida aumenta a queima de calorias, previne o depósito de gorduras no organismo e regula o peso corporal.", explica a nutricionista e personal diet Karla Oliveira. O chá verde, por exemplo, acelera o metabolismo e desintoxica, enquanto o chá de hortelã melhora a digestão e alivia problemas estomacais e intestinais.

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A nutricionista Andrea Santa Rosa também recomenda o consumo do chá de hibisco com frutas vermelhas como morango, framboesa e amora. "O hibisco é rico em antioxidantes e vitamina C, estimula a diminuição do colesterol LDL(colesterol ruim), redução da pressão arterial, queda do risco de aparecimento de doenças cardíacas, além de acelerar o metabolismo, ajudando a emagrecer." Já as frutas têm propriedades antioxidantes, favorecem o desenvolvimento dos ossos e melhoram o sistema digestivo. 
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Atua na prevenção de doenças

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O chá verde, mais do que o preto por não ser fermentado, tem propriedadesantioxidantes que atuam no combate aos radicais livres. Um estudo recente conduzido pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, reforçou que a presença de polifenois na bebida contribui para a redução do risco de desenvolvimento de diabetes, artrite, doenças do coração e algumas formas de câncer. “Também auxiliam no controle do peso corporal, na proteção contra os raios ultravioleta, na proteção hepática e na manutenção da densidade mineral óssea”, complementa a nutricionista funcional Patricia Davidson Haiat.  
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Alivia sintomas de dor de cabeça e cansaço

Crédito: Reprodução / Getty Images

Com a chegada dos dias mais frios e as mudanças bruscas de temperatura, énormal que o corpo apresente incômodos. Gripes e alergias vêm com tudo, trazendo com elas dores de cabeça e indisposição. Para combater esses sintomas, o Spa Posse do Corpo indica o chá de alecrim com limão, que é benéfico para o fortalecimento do sistema imunológico, é anti-inflamatório e alivia a dor de cabeça e o cansaço.

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"O chá quente ajuda porque a gente acaba suando e o corpo consegue equilibrar com a temperatura do lado de fora e você não sente aquele baque de diferença tão grande", explica a chef Bela Gil
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É aliado da beleza

Crédito: Reprodução / Getty Images

Além dos benefícios para a saúde, o consumo do chá também pode ter efeitos estéticos. A endocrinologista Flavia Junqueira indica a bebida à base de folhas de porangaba, que é diurética, inibidora de apetite e lipolítica - decompõe gorduras. "Esse chá é capaz de diminuir a retenção de líquidos corporais, aumentar a queima de gordura e até reduzir a celulite", afirma. 
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Tem efeito relaxante

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Se você costuma tomar várias xícaras de café por dia, o chá talvez seja uma boa alternativa. Apesar de também conter cafeína, a concentração da substância é menor, o que torna a bebida menos estimulante. Para um efeito mais sedativo e que reduza a ansiedade e o estresse, vale investir no chá de camomila. "Essa erva tem ação antiespasmódica, antidiarreica, analgésica, antialérgica, anti-inflamatória, calmante, sedativa e diurética", aponta a nutricionista Cintia Azeredo, do Vita Check-Up Center. "Tome o chá antes de dormir para ajudar a ter uma boa noite de sono", indica a nutricionista Isabel Jereissati.

Que tal preparar um escalda pés caseiro para relaxar após um dia de trabalho? A proprietária do Acqua Brasil Spa, Fabyola Bunin recomenda ferver dez saquinhos de chá preparados em uma panelinha com 750ml de água, deixar descansar por cinco minutos e despejar em uma bacia com água morna e folhas de louro. De quebra, você ainda pode aproveitar os saquinhos utilizados para misturar a erva com cinco colheres (sopa) de mel e fazer um esfoliante para peles super sensíveis que pode ser usado no corpo e no rosto.

10 dicas que farão você perder peso sem perder a saúde

Se você quer emagrecer com saúde, veja essas 10 dicas:

1-Dieta, não!
A boa saúde não está relacionada a comer menos – isso pode acabar com seu metabolismo - mas sim à alimentação correta, o que ‘expulsa’ as calorias vazias e mantém o corpo saudável todos os dias. Não deixe seu corpo pensar ‘estou morrendo de fome!’, assim ele responderá diminuindo o seu metabolismo a fim de reter as reservas existentes. E se a sua dieta continuar, você vai começar a queimar o glicogênio do seu músculo e fígado.
2-Vá para a cama mais cedo.
Finlandeses realizaram um estudo com gêmeos e constaram que os que dormiam menos estavam condicionados a estresse e acumulo de gordura visceral.
3-Coma mais proteína.
Você sabia que o consumo de proteínas pode queimar suas calorias em até 35%? O American Journal of Clinical Nutrition publicou um estudo sobre"O Papel Subestimado de Músculo na Saúde e Doença", os pesquisadores argumentaram que o consumo de uma dose diária de proteína, equivalente a 0,36 gramas por quilo do peso corporal, é totalmente inadequada para um treinamento de resistência. Os pesquisadores recomendam uma quantidade entre 0,8 e 1gr por quilo de peso corporal. Equivalente a três pedaços de carne magra, duas colheres de sopa de nozes, ou iogurte, a cada refeição e lanche.
4-Coma alimentos orgânicos sempre que puder.
A maioria dos alimentos com organoclorados (agrotóxicos) ao serem consumidos, provocam uma queda no metabolismo. Em outras palavras, os pesticidas tornam a perda de peso mais difícil. Logo, você pode consumir alimentos orgânicos podendo comer suas cascas, afinal, é onde se encontra a substância agrotóxica em alimentos não-orgânicos. Caso contrário, você pode comer cebola, abacate, abacaxi e outros alimentos, evitando comer as cascas, afinal não é fácil encontrar produtos orgânicos e geralmente são bem mais caros que os convencionais.
5-Levante-se!
Sabia que ficar sentado o dia inteiro em seu trabalho pode desempenhar um papel negativo em sua saúde? Um estudo aponta que a inatividade por quatro horas ou mais pode desencadear a parada de uma enzima que controla o metabolismo de gorduras e colesterol. Para manter esta enzima ativa é necessário acabar com os longos períodos sentados; fique de pé, por exemplo, ao atender o telefone.
6-Beba água gelada.
Beber seis copos de água gelada em um dia pode aumentar o seu metabolismo, o suficiente para perder cinco quilos em um ano. O aumento do metabolismo ocorre pelo esforço necessário para elevar a água à temperatura corporal. Embora o excesso de calorias que você queima ao beber água gelada não seja significativo, o hábito pode tornar sua perda de calorias um hábito.
7-Coma pimenta.
A capsaicina, composto das pimentas que provoca o ardor, dispara o metabolismo. Comer uma colher de sopa de pimentões vermelhos ou verdes aumenta a produção de calor do seu corpo e a atividade do sistema nervoso simpático, de acordo com um estudo publicado no Journal of Science nutricional e Vitaminology. O resultado é um aumento do metabolismo temporário de 23%. Adicionar pimentões às refeições e manter um pote de flocos de pimenta vermelha na mão para temperos, massas e frituras pode acelerar seu metabolismo corporal.
8-Café da manhã
Comer seu café da manhã acelera o metabolismo e mantém sua energia alta no decorrer do dia. Não é por acaso que aqueles que pulam essa refeição têm tendência à obesidade. Em um estudo publicado pelo American Journal of Epidemiology, os voluntários que receberam 22 a 55 % de seu total de calorias no café da manhã ganharam apenas poucos quilos ao longo de quatro anos. Aqueles que comeram 0 a 11% por cento de suas calorias na manhã ganharam quase 3 quilos.
9-Tomar café ou chá?
Uma xícara de chá pode aumentar em 12% o seu metabolismo, evite tomar café, pois a cafeína é um estimulante do sistema nervoso central. Logo, consumir entre 98 e 174 calorias correspondentes a xícaras de chá pode aumentar seu metabolismo em até 8%.
10- Coma fibras!
O consumo de alimentos ricos em fibras pode queimar suas calorias em até 30% e mais, aqueles que ingerem fibras ganham menos peso ao longo do tempo. O ideal é ingerir 25gr por dia, equivalente a três porções de frutas e legumes.

Fonte: jornalciencia.com